Ainda te carrego no lado esquerdo do peito


Andei pensando por dias o que seria esse tal amor que sempre disse sentir por você, mesmo você seguindo sua vida como fez, e mesmo eu tendo me envolvido em outros corpos.
Andei pensando, "quem é você?" pensando se tudo que vivemos de fato foi real, afinal eu lembro de cada detalhe, como se tudo tivesse sido um roteiro de mais um livro no qual tenho escrito e jamais publicado.

Você é a incógnita que me incomoda, o mistério que eu jamais busquei solução, e essa semana me deparei com a pergunta do "por quê?" e sim, eu não sei o porquê, não sei o motivo de amar tanto uma pessoa na qual eu não posso ter ao meu lado mais. Seria tamanha audácia dizer que em algum momento eu deixei de te amar, talvez eu tenha amado muito mais a pessoa fantasiosa que criei em minha mente, nos meus livros e textos, mas hoje, com os pés no chão, sabendo o que sei, felizmente posso dize que sim, é amor.

Eu não sei mais o que foi real ou o que foi apenas romantização que eu criei em minha cabeça. Mas hoje sei que amei as suas duas versões, a da mais sombria até a mais príncipe, que sim, você foi um príncipe em vários momentos, mas todos tem um lado sombrio e você me apresentou ele de forma bruta, eu ainda não estava preparada para vê-lo dessa forma. Mas no fundo eu sabia, sabia que não era o mar de rosas que havia criado em minha cabeça, sabia que tinha algo por detrás, e a pior coisa foi saber que sou capaz de amar esse lado também.

Ainda te carrego no lado esquerdo do peito, e se hoje me perguntarem se hoje me perguntarem se é amor, a resposta é clara: sempre será, mas aprendi que só o amar não basta para dois corações baterem na mesma sintonia.


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