Um romance que quase deu certo


Uma coisa que é certa na vida é que você nunca irá aprender a dizer adeus. Vai doer por alguns dias, meses e até anos, e depois de um tempo ainda ainda irá doer, sabe por que? Porque quase deu certo. Não precisava de muita coisa, você poderia ter ficado apenas com a roupa do corpo, que mais à frente iriamos comprar, mas você preferiu dizer adeus. Disse adeus, mas ainda ficou, ficou nas lembranças, nas músicas, nos sonhos, nos planos e por alguns instantes no futuro. 

 Futuro, o que seria futuro para nós? Você quase do outro lado do continente e eu aqui, no mesmo lugar que me deixou sem olhar para trás, sem pensar nas inúmeras possibilidades de um nós, sem essa de eu-e-você, sabemos que nós éramos bem mais fortes, intenso e por alguns instantes/para sempre se tornou platônico. P-L-A-T-Ô-N-I-C-O parece poesia, até um verso, sendo que na realidade é cruel, doloroso, é perverso, e claramente é o que restou da gente.

Quero gritar, G-R-I-T-A-R, até você conseguir me escutar, mesmo de tão longe, quero gritar com toda a força desse meu silêncio de nós, gritar com todo esse sentimento que mantive em silêncio, gritar com toda a sinceridade de um amor que é impossível aos olhos, e completamente possível para dois corações que pulsam no mesmo ritmo, dançam a mesma melodia e sonham como toda criança que o para sempre existe e que nada nessa vida é impossível se você acreditar, e cá entre nós, eu acredito.

Acredito, mas no que eu acredito o meu silêncio grita, minha garganta até dá um nó para pronunciar, meus olhos brilham e da minha boca não sai nenhum som além de: nós.

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