Ninguém é feliz sozinho


Ela sempre foi o tipo de mulher desapegada, sua filosofia era "eu não preciso de ninguém para ser feliz" e talvez estivesse certa, amor próprio é primordial, mas mentir para sí mesmo é tão... tão... isso, estúpido. Mas ela mentia, e por mentir tantas e tantas vezes chegou de fato acreditar, até conhecer uma pessoa. Ela não era uma pessoa má, apenas tinha medo que ninguém foi capaz de curar. Ela tinha um vicio que era uns dos mais perigosos, se aproximar apenas de pessoas que ela jamais fosse se apegar, não gostava de conhecer um cara em uma festa que no dia seguinte fosse mandar mensagens, não que ela fosse antipática, mas cá entre nós o que o cara iria querer? Mandar flores? Ela tinha certeza que não. Ela gostava de se sentir livre, e todo e qualquer sentimento que prendesse fazia com que ela tivesse arrepios e calafrios até a alma. 

Ao longo de sua caminhada reencontrou vários amigos de escolas, alguns ex vizinhos e reencontrou ele. Ela se pergunta até hoje quem é ele, quem é ele que chegou sem jeito e a fez ver a vida por um angulo mais estreito, quem é ele que é um ogro por inteiro fez ela ver que pra ser feliz tem que ter um parceiro. Quem é ele que fez com que ela escrevesse vários textos, quem é ele que fez ela sentir um sentimento que a fazia morrer de medo, quem é ele... quem é ele.
Até hoje ela se pergunta o real motivo de ter reencontrado ele, pois a certeza que não foi apenas coincidência é tão clara que ela mesmo não se questiona. 

Assim como o sol e a lua, os dois tem um brilho diferente,  mas quando se juntam o universo inteiro para e fica admirando eles. 

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