Um conto não contado


"Era em torno de 22:49 da noite de uma sexta-feira, a semana passou se arrastando, não via a hora de poder te encontrar e sentar no seu colo. Ok, sei que fui direta demais, porém se soubesse todos os pensamentos impuros que passou em minha mente e em sonhos durante essa semana, entenderia todo esse fogo incontrolável. 

Mas não começou tão direto assim, saímos para um jantar, não foi um encontro romântico, digamos que foi mais para clichê. Você tentou me impressionar o jantar inteiro e eu apenas queria parar na sua cama até o final da noite. É irônico, você diz odiar joguinhos mas joga comigo que é uma beleza, fala com a boca que não quer, mas suas mãos já está tirando minha roupa sem hesitar. Porém não me importo, contanto que no final o prazer seja mutuo. 

Conversamos durante o jantar, estava bem empolgado me contando dos planos, e eu apenas olhando para sua boca e desejando ela pelo meu corpo inteiro. E para não parecer tão promiscua pedi um vinho, e talvez seja aí que as coisas começaram a ficar quente. Não conseguia sequer me controlar, tentava disfarçar porém sem sucesso e essa altura do campeonato já não me importava em perder a postura, então logo comecei a sussurrar em seu ouvido que queria ser fodid* a noite inteira por você, e me afastava dando um sorrisinho para que ninguém ao lado notasse que o que sussurrei foi algo de teor sexual. 
O jantar estava muito bom, quatro taças de vinho tinto e eu já estava mais pra lá do que pra cá, e você gentilmente, após fingir resistir cada flerte, e cada cantada se ofereceu para me levar em casa. Ainda fez um charme pois não queria subir, e eu não insisti, apenas disse que deixaria a porta aberta  e subiria para tomar um banho, a decisão final seria sua. 

E para minha surpresa (ou não) ao sair do banho você estava sentado na cama, de mãos cruzadas com um olhar pensativo, confuso... como se sua mente pensasse em várias coisas em simultâneo. Fiquei te observando da porta, até que notasse minha presença, e assim que notou veio em minha direção, me pressionou contra parede, consegui sentir a sua respiração ofegante, sua boca quase colada na minha, e por mais que seu corpo colado ao meu, você tentava de toda maneira fugir, e evitar tudo, mas foi quando eu te virei contra parede e te beijei - minha mão na sua nunca deslizando pelo seus cabelos [...] e finalmente você parou de resistir e se entregou a mim.

Sentir suas mãos deslizando pelo meu corpo, sua respiração ofegante, seus lábios percorrendo meu pescoço. Sua mão apertando minha cintura no instante que me leva para me deitar na cama. Sentir o calor do seu corpo por cima do meu, com toda certeza não existe sensação melhor. Sentir sua boca pelo meu corpo inteiro, explorando cada parte, fazendo ele arder de tanto desejo e prazer. Não preciso descrever com detalhes a nossa noite, mas seus gemidos e o tesão que me causa são sensações indescritíveis, reviveria a nossa noite todas as noites possíveis até o fim, mas com você tudo é tão imprevisível, o que torna tudo ainda mais gostoso de sentir. Mas como sempre deixei claro: "sou sua, apenas sua.

Sua voz, seu toque e seu gemido não sai dá minha mente, você conseguiu o que por muito tempo não era possível, me deixar com frio na barriga e com vontade de viver um clichê com mistura de kama sutra.

Um conto no qual a inspiração jamais irá saber.

0 comentários:

Postar um comentário

My Instagram