Ela tem a alma livre, mas decidiu ficar


 Ela não tem medo do perigo, se arrisca, quebra a cara e tenta de novo. Ela é igual a todas que você já conheceu por aí, mas a única diferença é que ela aprendeu a voar.

Ela tem alma livre, e poucos conseguem entender seus mistérios, seus jeitos e suas manias, e ela não se importa mais, faz o que tem vontade, fala o que sente e se não for reciproco, a vida continua e anda para frente. Ela cansou de ser passageira na vida das pessoas e resolveu apenas fazer participações especiais, pois assim ela sai antes que o amor vire dor, antes que o abraço vire saudade.

Não é fácil ganhar seu coração, mas uma pessoa ganhou, talvez ainda não acredite, pois, é difícil saber quando ela fala sério e quando é apenas flertes. Ela tem a alma livre e às vezes é interpretada tudo é visto como alguém desapegada, e bobo quem acredita, essa mulher tem um apego grande as pessoas, mas respeitando cada um da forma que é. Talvez isso assuste, ainda mais no mundo de hoje onde tudo está tão toxico.

Com a vida ela aprendeu que não dá para controlar tudo ao seu redor, mesmo sendo uma virginiana que aparentemente não gosta do caos, mas até nisso ela é diferente, com ela não existe tempo ruim, não existe esse lance de planejar coisas daqui a dez, vinte, trinta anos. Ela vive o hoje, ela ama hoje e amanhá a ela não pertence nada. 
Ela ouviu por aí que quem a têm é uma pessoa de sorte, e realmente, ela é a pessoa que todos deveriam ter em suas vidas. Carrega a mansidão e dá paz a todos em sua volta, consegue entender o lado do próximo com amor sempre. É difícil vê-la com pensamentos negativos, mas não signifique que não tenha, ela carrega dentro de si um caos que nem o deus da guerra consegue vencer. Ela é do tipo que esquece a sua dor e vai ajudar quem precisa.

Em seu coração apenas um fez morada fixa, o restante foram apenas hospedes por alguns instantes, e hoje novamente ela se encontra a decidir se terá outro morador fixo, apesar da pessoa ainda não a levar a sério, mas bem, quem consegue acreditar que uma pessoa tão livre quer novamente um lugar para chamar de lar. Ela chega e fala, sem medo, sem qualquer bloqueio, apesar de quê por dentro ainda é uma menina romântica, mas isso é para os próximos capítulos. 

Ela não quer alguém para chamar com pronomes possessivos, mas alguém para conjugar o verbo viver.

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